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A ASU


A ASU
A ASU em 2001
Nossa missão: "Promover a integração dos servidores e oferecer produtos e serviços que atendam aos anseios de todos os nossos filiados."

Memorial

Resgatar o passado e trazer a tona não só as boas lembranças, mas principalmente a história da nossa Entidade.

A idéia é registrar as lutas, as conquistas, as derrotas, os momentos mágicos que fizeram e, ainda hoje, faz da história da ASU um capítulo especial na vida da Universidade.

Outro propósito deste apanhado histórico é oferecer aos nossos associados à oportunidade de conhecer um pouco melhor a trajetória de sua Entidade.

Com esses objetivos em mente, fomos colher material junto a alguns antigos companheiros que nos idos de 60 atuaram na formação e fundação da Associação dos Servidores da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu, mas tarde denominada Associação dos Servidores da Unesp. Hoje esses companheiros são reconhecidamente verdadeiras “lendas vivas”, que personalizam a memória da nossa Entidade.

Para não cometer nenhuma gafe, alertamos desde já que esse material não tem a precisão, nem ao menos a pretensão da exatidão cronológica, inerente aos grandes documentários históricos, estando, portanto, aberto a contribuições de companheiros que também fizeram parte desta jornada. Assim, motivados pela curiosidade em saber como tudo começou, reunimos os sócios fundadores da ASU, Marcílio Gomes e José Carlos Costa Carreira, para um bate papo informal que acabou se transformando num saudoso flash back, com direito a retrospectivas e um agradável encontro com o passado.

Reavivar a história de uma Entidade, sem que isso pareça saudosismo, não é tarefa fácil. Mas para esses sócios atuantes, que ainda hoje, participam ativamente como atores da solidificação dessa grandiosa associação, esse é um momento de raro desprendimento, de puro entusiasmo, de sinceridade e maturidade. Foi assim que eles nos contaram como tudo começou... Como um pequeno grupo, de aproximadamente 20 pessoas, cresceu e se transformou numa sólida Associação, hoje com cerca de três mil associados. Viajando no tempo o Senhor Marcílio Gomes, relembra o início difícil, nos anos de 1965 e 1966. Segundo ele, a necessidade de uma representação forte perante a Diretoria da Faculdade, que levasse adiante as reivindicações dos servidores, ecoava na mente de todos na época, aguçada pelo exemplo dos estudantes que unidos se fortaleciam em movimentos como a “Operação Andarilho”.

Não restava outra alternativa que não fosse a de formar uma Associação coesa, que lutasse pelos direitos da classe trabalhadora. Foi assim que nasceu, no dia 08 de julho de 1967 a Associação dos Servidores da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu – ASFCMBB -, entidade que precedeu a atual ASU. Eleito primeiro presidente da Associação, o sócio fundador Marcílio Gomes reconhece que durante esses anos todos a ASU só cresceu, mas sua verdadeira função brotou no final dos anos 80, quando passou a apoiar as “causas” dos funcionários, garantindo forças representativas através da indicação de funcionários em todos os níveis e órgãos/congregações da Universidade. “Hoje, passados 36 anos, a ASU conquistou voz e direito a voto dentro da Unesp”, afirma confiante o ex-presidente da Entidade. Outro depoimento que remonta a história da ASU, através de fatos e dados curiosos, é do também sócio fundador José Carlos Costa Carreira.

Segundo ele, já naquela época, com cerca de 450 funcionários, a Associação lutava por 100% de aumento e pela paridade com outras universidades. Foi assim que por volta de 1982, mesmo ano em que a Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu foi encampada à Universidade Estadual Paulista, a ASFCMBB dá lugar ao surgimento da ASU. Portador da carteira de sócio número 303, o Senhor Carreira, relembra importantes curiosidades como o nome da Dona Hebe Michelin, que foi a primeira funcionária da Associação; o Dr. José Faraldo que se destacou como o primeiro advogado da ASU e da primeira conquista do grupo que logo de início, em 1968, conseguiu com o então Diretor, Dr. Fernando Azevedo, a concessão de uma sala em frente à cozinha para o funcionamento da Associação.

De lá pra cá muitas batalhas foram necessárias para que as conquistas fossem consolidadas e os sonhos se tornassem realidades. Até que finalmente, nos dias de hoje, a ASU assumisse perante toda a comunidade Unespiana o seu papel de entidade atuante, que luta incansavelmente pela defesa dos direitos trabalhistas e sociais dos servidores.

Esse salto de qualidade ficou marcado pelo esforço, trabalho e dedicação de cada membro das onze equipes que estiveram à frente da administração da Entidade durante esses 36 anos. Em homenagem a esses servidores que escreveram, cada qual ao seu modo, um pedacinho da história da ASU, relacionamos abaixo a Galeria de Presidentes da Entidade:

1º.Marcílio Gomes e Sr.Clovis Nunes da Silva
2º.Pedro Garcia
3º.Habner Silva (Cumpadre) * (in memorian)
4º.Waldemar Catarino de Jesus (in memorian)
5º.Amancio da Rocha Camargo (in memorian)
6º.Jairo de Almeida * 1976 à 1982
7º.José Alberto Conte 1982 à 1984
8º.Eloi Aparecido Pereira 1984 à 1988
9º.Adair Aloise Vernini * 1988 à 1992
10º.Américo Lourival Listoni 1992 à 1994
11º.Rosélia Aparecida Contesotte*1994 à 2000
12º.Rubens de Almeida * 2000 à 2006
13º.Djalma Santos Bovolenta * 2006 final do mandato em 2010
14º Marcos Araujo de Matos 2010 à 2012
(*) Presidentes com 02 ou mais mandatos.


Assim nasceu a ASU


“O movimento dos alunos com a “Operação Andarilho” (marcha dos alunos até São Paulo, com acampamento em frente ao Palácio do Governo, que resultou na conquista da Faculdade de Medicina de Botucatu) repercutiu tanto, ficou tão famoso, que não houve como aqueles políticos ganharem a queda de braço.

Observando as atividades extra-classes dos alunos, pelo Centro Acadêmico, a organização, os objetivos, os resultados alcançados, nasceu em nós a percepção da necessidade de nos organizarmos também. Precisávamos ter nossa representação. Nos sentíamos desamparados, pois já percebíamos que nossas necessidades não poderiam ser satisfeitas integralmente, conforme vinha ocorrendo. Não devíamos aceitar as soluções impostas por alguém que não sentia na própria pele os efeitos dos prejuízos que nos causavam.

Quem então poderia reivindicar por nós sobre o que mais nos afligisse, sobre o que mais nos interessasse? Conversamos sobre o assunto com alguns colegas, que opinaram conforme nossas idéias, pois pensavam igual. Fomos passando a idéia a um número cada vez maior de colegas, ouvindo opiniões até que decidimos fundar a nossa Associação. Que esta fosse o centro de nossas atenções.

Que fosse para nós a transformadora das nossas expectativas, dos sonhos em realidades. Surgiu, então, a Associação dos Servidores da Unesp (Campus de Botucatu). Infelizmente ficou só no Campus de Botucatu. Em pouco tempo de vida, a exemplo de outras associações, essa instituição nos trouxe a experiência de que em nossa cidade não seria nada fácil manter funcionando, ao nível que desejávamos, tal órgão de representação.

Depois de organizada e considerada de utilidade pública, em condições de funcionamento, começaram surgir atritos entre associados e membros da Diretoria. Problemas de funcionamento, ideologias sem fundamento nos Estatutos. Alguns achavam que a Associação, além de desempenhar o seu papel de acordo com os Estatutos, tinha que proporcionar lazer, diversão e funcionar como banco só para emprestar dinheiro. Outros pensavam pouco diferentes, mas os ideais daqueles grupinhos confrontavam com os ideais dos fundadores. Tais divergências trouxeram bastante atraso no desenvolvimento da ASU. Iniciada na década de 60 desenvolveu-se e modernizou-se somente na década de 90. Quase trinta anos marcando passo.

Pelas divergências, mas sem deixar de ser sócios da ASU, um grupo de funcionários da Administração do Campus fundou outra entidade denominada “Grêmio Recreativo da Administração do Campus”, que funcionou por bom tempo. Promovíamos nossos encontros com boa freqüência, o que nos proporcionou conhecer nossos colegas e fazer boas amizades.

O tempo de existência do “GRAC” permitiu-nos conseguir um pequeno patrimônio, mas devido à rotatividade da mão de obra que passava pela Administração do Campus é que o grupo de associados do “GRAC” se tornou muito seletivo e a existência do Grêmio perderam sua finalidade e, por esse motivo, achamos, por bem, encerrar suas atividades. Por unanimidade de acordo, o patrimônio constituído foi transferido para a ASU, cujo maior bem foi o terreno onde, hoje, funciona o Clube de Campo da ASU. Muitas dificuldades enfrentadas, como já referimos anteriormente, muito tempo dispensado para regularização da documentação. Enfim foi incorporado ao patrimônio da Associação e está sendo de boa utilidade”.

Depoimento por Marcílio Gomes
Sócio Fundador e 1º Presidente Eleito da ASU

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